Análise de Ações dos Bancos: Itaú, BB e Bradesco


Orientações de estudo:

Faça um Quadro comparativo entre as empresas com base em Lucro Líquido, Lucro Líquido Recorrente, Retorno sobre Patrimônio, Carteira de Crédito, Taxa de inadimplência, Receita com tarifas.

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Banco Itaú

Itaú Unibanco lucra R$4,42 bi no 1º tri; inadimplência volta a cair

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,itau-unibanco-lucra-r4-42-bi-no-1-tri-inadimplencia-volta-a-cair,1160054,0.htm

O Itaú Unibanco divulgou lucro do primeiro trimestre em linha com as previsões, pautado por nova queda dos calotes, crescimento moderado do crédito, recuo de margens e forte avanço das receitas com serviços.

O maior banco privado da América Latina anunciou nessa terça-feira lucro líquido de 4,42 bilhões de reais para os três primeiros meses deste ano, crescimento de 27,3 por cento ante igual período de 2013.

Excluindo eventos extraordinários, o lucro do Itaú Unibanco foi de 4,53 bilhões de reais, aumento anual de 29 por cento. A previsão de sete analistas consultados pela Reuters era de lucro de 4,54 bilhões de reais.

A instituição financeira fechou março com uma carteira de crédito, incluindo avais, fianças e títulos privados, de 508,25 bilhões de reais, um avanço de 11,4 por cento em 12 meses, com destaque para as linhas de consignado e imobiliário.

O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, foi de 3,5 por cento no fim do período, ante índice de 3,7 por cento em dezembro e de 4,5 por cento um ano antes. Foi a sétima queda seguida, para o menor nível desde o final de 2008.

Já as despesas do Itaú com provisões para perdas com calotes somaram 4,25 bilhões de reais no trimestre. Embora tenham caído 13,9 por cento na comparação anual, subiram 1,4 por cento sobre dezembro.

O Itaú Unibanco teve receita com tarifas e serviços de 6,057 bilhões de reais de janeiro a março, alta de 18,3 por cento em 12 meses.

O retorno recorrente do Itaú Unibanco sobre o patrimônio (ROE) foi de 22,6 por cento no período, ante 19,1 por cento um ano antes.

Um ponto mais fraco do balanço foi a margem líquida obtida com clientes (ajustado ao risco), que atingiu 6,6 por cento no trimestre, queda de 0,3 ponto ante o quarto trimestre de 2013, embora tenha crescido 0,7 por cento na comparação anual.

Banco do Brasil

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios-brasil,banco-do-brasil-tem-lucro-de-r-2-67-bilhoes-no-1-trimestre,183987,0.htm

Banco do Brasil tem lucro de R$ 2,67 bilhões no 1º trimestre

SÃO PAULO – O Banco do Brasil encerra, nesta quarta-feira, 7, a temporada de divulgação dos resultados do primeiro trimestre dos grandes bancos ao anunciar lucro líquido de R$ 2,678 bilhões no período, aumento de 4,7% em relação aos três primeiros meses de 2013, de R$ 2,557 bilhões. No conceito ajustado, o lucro da instituição ficou em R$ 2,436 bilhões, recuo de 9,3% em um ano.

Carteira de crédito ampliada totalizou R$ 699,3 bilhões - Paulo Vitor/Estadão
Paulo Vitor/Estadão
Carteira de crédito ampliada totalizou R$ 699,3 bilhões
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O resultado foi impulsionado “principalmente pela expansão dos negócios”, destaca o BB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Vale lembrar que entre os bancos privados a alta do lucro foi maior. O Bradesco já havia anunciado que o lucro do banco subiu 18% no primeiro trimestre e o Itaú Unibanco, 27,3%O HSBC, pelo contrário, registrou queda do lucro de 18,7%. Este também foi o caso do Santander, cujo lucro caiu 14,9%.

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil totalizou R$ 699,3 bilhões ao final de março, aumento de 0,9% ante dezembro, de R$ 692,915 bilhões. Em 12 meses, quando os empréstimos somaram R$ 592,709 bilhões, o aumento foi de 18%. Os destaques do período, segundo a instituição, foram o financiamento imobiliário e crédito ao agronegócio, que registraram incrementos de 88,0% e 35,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2013.

A oferta de recursos para pessoas jurídicas cresceu mais ao final de março ante dezembro, atingindo R$ 264,718 bilhões, aumento de 1,2% ante dezembro e de 15,9% em 12 meses. Já a carteira de pessoa física foi a R$ 169,333 bilhões, aumento de 1,0% e 8,6%, respectivamente. No primeiro trimestre, o BB manteve estável a sua participação em crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com 21,1% de participação de mercado ante o trimestre anterior.

Os ativos totais do BB somaram R$ 1,37 trilhão nos três primeiros meses de 2014, expansão de 16,2% em 12 meses e 5,1% em relação ao trimestre anterior. Segundo o banco, o montante foi favorecido, principalmente, pela expansão da carteira de crédito.

O BB fechou o primeiro trimestre de 2014 com patrimônio líquido de R$ 73,517 bilhões, aumento de 18,3% em um ano. O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (RSPL) foi a 15,5% ao final de março de 16,5% em um ano. Ante o último trimestre do ano passado, a queda foi ainda maior, de 2,5 pontos porcentuais. No conceito ajustado, o indicador foi a 14,0%, recuo de 0,2 ponto porcentual. ante dezembro e de 3,4 pontos porcentuais em um ano.

Inadimplência. A qualidade dos ativos do Banco do Brasil voltou a melhorar no primeiro trimestre deste ano ao contrário do que esperavam analistas do mercado. O índice de inadimplência, considerando os atrasos superiores a 90 dias, encerrou março em 1,97% ante 1,98% visto em dezembro. Em um ano, a melhora foi de 0,3 ponto porcentual. É o menor indicador para um primeiro trimestre dos últimos quatro anos.

Se desconsiderada a carteira do banco Votorantim, o índice de inadimplência do BB seria inferior, de 1,76% em março ante 1,74% em 12 meses. No mesmo período, o Sistema Financeiro Nacional registrou índice de 3,0%.

As despesas com provisões para devedores duvidosos do Banco do Brasil, chamadas de PCLD pela instituição, somaram R$ 4,187 bilhões de janeiro a março, aumento de 27,8% em um ano. Na comparação com o último trimestre de 2013 foi vista estabilidade. O saldo de provisão para devedores atingiu R$ 24,075 bilhões ao final de março, aumento de 1,7% ante dezembro e de 12,4% em 12 meses.

Metas. O BB manteve hoje as suas projeções (guidances) de desempenho para 2014 apesar de não ter alcançado três delas no primeiro trimestre do ano. As metas não atingidas foram no crescimento do crédito para pessoa física, rendas com tarifas e despesas administrativas.

No crédito, porém, o BB superou sua projeção para 2014 ao crescer sua carteira em 18,3% no primeiro trimestre ante um ano, acima do intervalo de alta de 14% a 18% esperado para este ano. Já na pessoa física, o crescimento foi de 8,6% ante um ano, abaixo da faixa de 12% a 16% esperada para este ano. Na pessoa jurídica, os empréstimos avançaram 16,9% na mesa base de comparação, dentro do intervalo de 14% a 18%.

Apesar do retorno sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) no conceito ajustado do Banco do Brasil ter caído 0,2 ponto porcentual ante dezembro e de 3,4 p.p. em um ano, para 14,0%, ficou dentro da meta. A instituição espera que o indicador fique entre 12% e 15% neste ano.

Nas receitas com tarifas, porém, o desempenho do BB nos três primeiros meses de 2014 ficou abaixo do esperado ao crescer 6,6%. O banco espera que esses ganhos cresçam entre 9% e 12% em 2014.

As despesas administrativas também ficaram fora do guidance projetado. Cresceram 9,7% no primeiro trimestre ante um ano. O BB espera que esses gastos aumentem entre 5% e 8% em 2014.

O BB espera que o indicador de PCLD (gastos com provisões para devedores duvidosos acumulados em 12 meses divididos pela carteira de crédito) fique entre 2,7% e 3,1% em 2014. No primeiro trimestre, ficou em 2,8%, ou seja, dentro da meta.

Já a margem financeira bruta do BB deve chegar ao final de 2014 em no mínimo 3% e no máximo 7%. Nesta linha, o banco também superou suas metas ao alcançar em 8%.

As captações comerciais do Banco do Brasil, incluindo depósitos totais, LCA, LCI e operações compromissadas com títulos privados, devem crescer no mínimo 14% e no máximo 18% em 2014. No primeiro trimestre, avançaram 17,7%, ou seja, dentro da meta.

Banco Bradesco

Bradesco tem lucro recorrente de R$3,47 bi no 1o tri, acima do esperado

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,bradesco-tem-lucro-recorrente-de-r3-47-bi-no-1o-tri-acima-do-esperado,1157999,0.htm

O Bradesco abriu nesta quinta-feira a temporada de divulgação de resultados de grandes bancos no Brasil do primeiro trimestre com lucro acima do esperado por analistas, com queda na inadimplência e despesas com pessoal controladas.

Mas o resultado veio também com indicações de aumento futuro na inadimplência e com a primeira queda sequencial da margem financeira com juros desde o segundo trimestre do ano passado.

O segundo maior banco privado do país teve lucro líquido de 3,44 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 18 por cento ante o resultado positivo de igual período de 2013.

Em bases recorrentes, o lucro foi de 3,47 bilhões de reais de janeiro a março, avanço também de 18 por cento na comparação anual. A previsão média de seis analistas consultados pela Reuters apontava que o banco teria lucro recorrente de 3,38 bilhões de reais.

A margem financeira com juros, que vinha crescendo desde o segundo trimestre do ano passado, recuou 0,3 por cento sobre os três últimos meses de 2013, numa indicação de dificuldade no repasse de juros maiores. No período, a margem com juros somou 10,95 bilhões de reais, valor 4,2 por cento acima do obtido um ano antes.

As receitas com prestação de serviços foram de 5,28 bilhões de reais, expansão de cerca de quase 15 por cento sobre o primeiro trimestre do ano passado.

Já as despesas administrativas e com pessoal subiram num ritmo bem inferior, com alta de 3,9 por cento, ante o primeiro trimestre de 2013. No comparativo com os três últimos meses do ano passado, essa linha do resultado apresentou queda de 7,5 por cento. Em 12 meses até março, o número de funcionários do Bradesco caiu de 102,79 mil para 99,55 mil.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio recorrente –importante indicador da rentabilidade de instituições financeiras– chegou a 20,5 por cento, melhor nível dos últimos sete trimestres, segundo o Bradesco.

As ações preferenciais do Bradesco subiam 0,94 por cento às 11h03, enquanto o Ibovespa tinha queda de 0,62 por cento.

CRÉDITO

No fim de março, a carteira de crédito do Bradesco somava 432,3 bilhões de reais, avanço de 10,4 por cento em 12 meses e de 1,2 por cento no trimestre. Destaques na área de pessoa física foram recuo de 13,6 por cento nos financiamentos para veículos e altas de 25,2 por cento na carteira de crédito consignado e de 36,5 por cento nos empréstimos imobiliários ante março de 2013, mantendo preferência do banco pelo foco em linhas de menor risco.

A expectativa do Bradesco para o crescimento da carteira de crédito em 2014 é de 10 a 14 por cento.

O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, foi de 3,4 por cento, ante 3,5 por cento no fim de 2013 e 4 por cento um ano antes.

Mas os indicadores de inadimplência futura mostraram altas na pessoa física e jurídica entre o quarto trimestre de 2013 e o primeiro trimestre deste ano. Entre pessoas físicas, o índice de calotes em operações vencidas entre 61 e 90 dias subiu de 1,05 para 1,12 por cento, enquanto entre empresas cresceu de 0,52 para 0,72 por cento.

O Bradesco afirmou no balanço que esse crescimento na inadimplência entre 61 e 90 dias deveu-se a “em parte, pelo efeito sazonal dos clientes do segmento varejo (tanto pessoa física como jurídica), bem como a entrada de alguns casos pontuais de clientes do segmento ‘Corporate’ e ‘Empresas'”.

As despesas com provisões para perdas com crédito foram de 2,86 bilhões de reais no primeiro trimestre, queda de 8 por cento no ano a ano e redução sequencial de 3,4 por cento.

O Bradesco terminou março com ativos totais de 922,2 bilhões de reais, alta de 3,1 por cento em 12 meses.

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