O Google vai fechar o Orkut ?


O noticiário econômico trouxe notícias de que o Facebook ultrapassou o Google em número de acessos nos Estados Unidos no mês de Março de 2010. Quais as implicações dessa notícia para o mundo da internet? Uma das maiores, mais inovadoras e competentes empresas do mercado, o Google, simplesmente não conseguiu transformar sua rede social – o Orkut – numa operação relevante no mercado de sites de relacionamento.

Os players importantes desse mercado atualmente são Facebook e Twitter na liderança disparada, seguido por um Myspace apresentando cada vez sinais de que está perdendo relevância, além de redes menores usadas para fins profissionais como o LinkedIn. O Orkut do Google só tem participação relevante em dois mercados emergentes, Brasil e Índia, o que logicamente não se mostra suficiente.

A última iniciativa da empresa nessa área foi o Google Wave, você ouviu falar dele? Seu site tentava agregar novas funcionalidades, mas já foi rapidamente abandonada por não conseguir atrair a atenção dos usuários.

O perigo para o Google é uma grande parte do tempo do usuário e do conteúdo gerado na web está nessas redes sociais. Setor no qual não tem uma posição relevante e aos quais não possui acesso. Isso afeta negativamente as suas chances de manter-se como solução definitiva no mercado de busca – mercado esse que representa o grosso do seu volume de negócios.

Especulações recorrentes de blogs e jornais indicam que a empresa está trabalhando numa nova rede social que seria chamada de Google Me. Qual são as chances reais do Google nesse mercado? Em minha opinião essas chances são mínimas, devido ao chamado ‘efeito de rede’.

O ‘efeito de rede’ se processa quando uma solução cresce em número de usuários e atinge um nível chamado de massa crítica. A partir desse ponto torna-se praticamente improvável que outra solução consiga atrair usuários suficientes para tornar-se relevante. Claramente essa é a situação do Google (com seu Orkut, Wave, etc.).

Por melhor que seja essa tecnologia, o Facebook possui hoje uma base de usuários de mais de 500 milhões de pessoas (e crescendo!) que vão construindo e produzindo conteúdo além da interação com outras pessoas, o que representa poderosíssima vantagem competitiva em relação a qualquer outra iniciativa que venha a se apresentar.

A companhia não confirma, mas esse aparente ser o caminho a ser trilhado. Ao invés de tentar competir diretamente com o Facebook, com sua impressionante base de usuários, o Google recentemente anunciou aquisições de empresas desenvolvedoras de jogos e aplicativos para o Facebook. Pagou US$ 182 milhões pelo Slidein e fechou negócio com a maior desenvolvedora de aplicativos (chamados de App´s) a XXX. Com esses acordos as empresa poderia ter acesso ainda que indiretamente aos usuários do Facebook, enquanto à medida que investe em outras alternativas tecnológicas em outros mercados promissores.

Thiago Silveira

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